Minha intenção é que o leitor encontre neste pequeno blog, conteúdos que possam edificar a fé e a esperança. e dar um brilho especial à vida. Obrigado por visitar este blog. Não esqueça de deixar seu comentário.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A ORAÇÃO DE JABES



A ORAÇÃO DE JABES




Texto: 1 Crônicas 4.9-10

Introdução:
Os 9 capítulos iniciais do livro de I Crônicas contêm uma lista com mais de 500 nomes. É genealogia pura. Mas a dádiva do versículo 10 de 1 Crônicas 4 revela-nos que algo parecia estar fora do contexto! Dentro da lista de genealogias, os versos 9 e 10, e principalmente este, fogem inteiramente da lógica seqüencial. Com certeza Deus nos quer falar que Jabez fez algo que mereceu um destaque especial. E o que a Palavra mostra que Jabez fez? Ele simplesmente orou e sua oração foi tão especial que mereceu uma quebra na seqüência expositiva, pois havia alguma coisa especial nesse homem que foi capaz de levar o autor a interromper sua exposição e dizer: "Este rapaz Jabez está muito acima do resto". E o que ele orou?

1. Oxalá que me abençoes.
Ao clamarmos pela bênção de Deus, estamos pedindo aquilo que não poderíamos conseguir com nosso próprio esforço. Que urgência e entrega pessoal neste apelo! Pai, por favor abençoa-me, sim, abençoa-me, Senhor, e muito! Pv 10:22 diz: "A bênção do Senhor é a base da verdadeira riqueza, pois não traz tristezas nem preocupações."

2. E me alargues as fronteiras.
Não encare fronteiras como simplesmente terras. Jabez ao fazer este pedido, estava clamando por mais e maiores oportunidades para realizar os propósitos de Deus para sua vida. Quando Jabez clamou a Deus "alarga minhas fronteiras", ele pensava: "Eu não nasci para ter só isso". Este clamor engloba aspectos espirituais, materiais, físicos, financeiros, familiares, etc. Este pedido pode ser entendido como um aumentar de oportunidades. Deus sempre intervém quando você coloca as prioridades d'Ele acima das suas.

3. Que seja comigo a Tua mão.
Observe que Jabez não começou sua oração pedindo que a mão de Deus estivesse com ele. Àquela altura, ele ainda não tinha consciência dessa necessidade. As coisas ainda estavam sob o seu controle. Mas quando suas fronteiras começaram a alargar e tarefas proporcionais ao território preparado por Deus começaram a se colocar diante dele, Jabez reconheceu sua pequenez e clamou pela mão de Deus sobre ele. Requerer que a mão de Deus esteja sobre nós é a nossa melhor estratégia.

Conclusão: “E me preserves do mal, para que não me sobrevenha aflição”. Foi assim que Jabez concluiu sua oração. É fato comprovado que o sucesso traz consigo grandes oportunidades de fracasso. Podemos até dizer que ser abençoado é o maior dos perigos, pois tende a reduzir nossa dependência de Deus e nos deixa propensos à arrogância. Após um grande momento de sucesso espiritual, é que necessitamos com urgência do último pedido de Jabez. Fique fora da arena da tentação sempre que for possível, teria dito Jabez, mas nunca viva no temor ou na derrota.

sábado, 10 de setembro de 2011

LIBERTANDO-SE DA MALDIÇÃO



LIBERTANDO-SE DA MALDIÇÃO

Gálatas 3.13: Cristo nos redimiu da maldição da lei quando se tornou maldição em nosso lugar, pois está escrito: “maldito todo aquele que for pendurado num madeiro”.

Embora a Lei[1] não prescrevesse crucificação para nenhum tipo de crime, a cruz era símbolo de maldição para os judeus.[2] A pena capital prevista pela Lei era o apedrejamento. Jesus foi condenado pelo Sinédrio (o conselho das autoridades religiosas judaicas) por blasfêmia. Em Mateus 26.59-66, temos o relato de que testemunhas disseram diante do conselho que Jesus se declarara capaz de destruir o santuário e reconstruí-lo em três dias. Quando Jesus estava na cruz, houve pessoas que O afrontaram por conta desta acusação (Mt 27.40).
Quando Jesus fez menção ao santuário ser destruído e reconstruído em três dias, referiu-se a sua morte e ressurreição ao terceiro dia! (Jo 2.19-21). Pois os homens de má índole não hesitaram em deturpar as palavras do Senhor para condena-lo. Infelizmente, há pessoas cheias de malignidade que distorcem nossas palavras para depois usa-las contra nós. Davi se declarou vítima deste tipo de pessoas também no Salmo 56.5: O tempo todo eles distorcem as minhas palavras; estão sempre tramando prejudicar-me.
Por que, então, Jesus não foi apedrejado? Pelo menos em duas oportunidades os judeus quiseram apedrejar a Jesus por considera-lo blasfemo (Jo 8.59 e 10.31). Oficialmente, desde que a Judéia se tornara numa província romana, a prerrogativa de executar alguém era expressamente reservada ao governo romano. Numa concessão especial as autoridades judaicas receberam permissão para executar a sentença de morte contra violadores da santidade do templo.
Exatamente por isso as autoridades judaicas tentaram atribuir a Jesus insultos contra o templo, como já mencionamos no primeiro parágrafo em Mateus (também em Mc 14.57-59). Lembre-se de que alguns anos mais tarde Estevão foi condenado pelo mesmo tribunal pelo mesmo crime, foi apedrejado e sua pena não precisou de referendo por parte dos romanos (At 6.13).
Jesus não foi apedrejado porque Ele tinha que morrer crucificado. Pendurar homens vivos numa cruz era uma forma comum de execução entre os romanos para os casos de sedição. Este foi o crime apresentado pelas autoridades judaicas ao governador romano, Pilatos. Assim, se Ele fosse condenado por blasfêmia contra o templo ou contra a Lei, sua pena seria apedrejamento. Sendo condenado por sedição ou insubordinação contra o Império, sua pena era a crucificação.

Em João 18.31, Pilatos deu esta ordem às autoridades judaicas: Levem-no e julguem-no conforme a lei de vocês. Na sequência, João conta que os judeus insistiram com Pilatos. O verso 32 registra que isto aconteceu porque Jesus tinha que morrer crucificado. A pressão sobre o governador romano foi muito grande. Lucas narra as acusações mentirosas dos judeus diante do pretório: E começaram a acusa-lo, dizendo: Encontramos este homem subvertendo a nossa nação. Ele proíbe o pagamento de imposto a César e se declara ele próprio o Cristo, um rei. (Lc 23.2). Está muito claro que as autoridades judaicas queriam a crucificação de Jesus a todo custo.

A cruz era o lugar próprio para que Ele levasse nossas maldições. Em João 18.32, lemos: Isso aconteceu para que se cumprissem as palavras que Jesus tinha dito, indicando a espécie de morte que ele estava para sofrer. O “cálice que Jesus precisava beber” era a morte na cruz. Ele já indicara isto aos seus discípulos. Um exemplo disto está em João 12.32, onde Ele disse: Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim. No verso seguinte João explica que Jesus disse isto se referindo à morte na cruz.

O madeiro, ou cruz, era sinal de maldição para a Lei. Era o único lugar onde Jesus poderia assumir nossas maldições. E Ele o fez sem se desviar deste propósito. O primeiro texto deste estudo deixa muito claro isto: Cristo nos redimiu da maldição da Lei quando se tornou maldição em nosso lugar...

Louve a Deus por Jesus haver assumido na cruz a condição de levar todas as maldições que estavam sobre sua vida. Reconheça que Ele nunca foi desobediente, nem infiel, muito menos blasfemo. Ele se entregou para levar sobre si todas as maldições da Lei que estavam sobre nós.

Não torne o sacrifício de Jesus inútil na sua vida! Em 1 Co 15.10, Paulo testemunhou que na sua vida o que Jesus fez na cruz não foi vão. É mais do que tempo de todos os participantes de sua célula tomarem posse das bênçãos que Jesus conquistou para nós através da cruz. Ore com eles neste sentido.

[1] Chamamos “Lei” a Torá (lei em hebraico). Compreende os cinco livros atribuídos a Moisés. Recebeu a designação de Lei por conter a partir de Êxodo muitas normas para o sacerdócio e a nação.

[2] Em Dt 21.22-23, a Lei previa pendurar o cadáver num madeiro durante um período de tempo como símbolo de maldição sobre aquele que fora condenado a morte.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011


VOCÊ QUER ANDAR COM QUEM ?



GENESIS 5:24 E ANDOU ENOQUE COM DEUS

GÊNESIS 6:9 NOÉ ANDAVA COM DEUS

GEN. CAP. 5 DO VERS. 1 A 32 VEMOS + OU - 10 GERAÇÕES, CADA GERAÇÃO DURAVA EM MEDIA 800 ANOS E COM ISSO A TERRA ERA POVOADA CADA VEZ MAIS, E AS PESSOAS ERAM CRIADAS SEM A PRESENÇA DE DEUS, AFASTADAS DE DEUS, O PECADO PARA A MAIORIA ERA NORMAL, ATÉ QUE NASCEU ENOQUE E A BIBLIA NOZ DIZ QUE ELE ANDAVA COM DEUS, ANDOU COM DEUS SENDO DIFERENTE DE TODAS AS GERAÇÕES ANTERIORES E TODOS OS HOMENS. ELE NÃO SE IMPORTAVA COM O QUE PODERIAM DIZER DELE, AFASTOU-SE DE TUDO O QUE APRENDEU COM SEUS ANTEPASSADOS E PREFERIU ANDAR COM DEUS E DEUS O TOMOU PARA SI.

NOÉ TAMBÉM NASCEU EM MEIO A UM POVO PECADOR QUE NÃO TINHA UM COMPROMISSO COM DEUS, NÃO TINHAM O TEMOR A DEUS. E ASSIM COMO ENOQUE NOÉ TAMBÉM ANDAVA COM DEUS E DESTA VEZ DEUS ESTAVA IRADO COM A SUA CRIAÇÃO, E AO PENSAR EM ACABAR COM O QUE HAVIA CRIADO GEN. 6:7, NOÉ POREM ACHOU GRAÇA AOS OLHOS DE DEUS. POR QUE NOÉ ANDAVA COM DEUS. DESTA VEZ DEUS NÃO TOMA NOÉ PARA SI COMO FEZ COM ENOQUE, MAS AO INVÉS DISTO VÊ EM NOÉ O HOMEM QUE DARIA CONTINUIDADE A SUA CRIAÇÃO. (TEMOS O EXEMPLO DA ARCA QUE DEUS MANDOU NOÉ CONSTRUIR)

AO LERMOS ESTE TEXTO PODEMOS IMAGINAR QUE HOJE NÃO ESTA MUITO DIFERENTE DAQUELE TEMPO. O PECADO PARA MUITOS É NORMAL, COMUM, NÃO HÁ TRANSGRESSÕES TUDO PARECE ACEITÁVEL, MAS O PECADO É PECADO NÃO SE ENGANE. E SE QUISERMOS ANDAR COM DEUS TEMOS QUE FAZER COMO ENOQUE E NOÉ, NÃO SE ACOMODE COM O PECADO, NÃO PENSE EM TOMAR ATITUDES ERRADAS PORQUE OUTROS AGEM ERRADAMENTE, TEMOS QUE SER DIFERENTES, PARA QUE DEUS TAMBÉM POSSA AGIR EM NOSSSA VIDAS COMO AGIU NA VIDA DESTES DOIS HOMENS... DIFERENTE.

VOCÊ ESTÁ ANDANDO COM DEUS OU ESTA CONFORMADO COM O MUNDO? VOCÊ ESTA REJEITANDO O MUNDO?
NÓS VIVEMOS NO MUNDO, MAS NÃO SOMOS DESTE MUNDO (ROM.12:2)... E NÃO SE CONFORMEIS COM ESTE MUNDO, MAS TRANSFORMAI-VOS PELA RENOVAÇÃO DO VOSSO ENTENDIMENTO, PARA QUE EXPERIMENTEIS QUAL SEJA A BOA AGRADÁVEL PERFEITA VONTADE DE DEUS.

DEUS QUER QUE NOS TRANSFORMEMOS EM PESSOAS COM MENTES RENOVADAS. QUE VIVAM PARA OBEDECE-LO E HONRA-LO, TENDO EM VISTA QUE DEUS DESEJA SOMENTE O MELHOR PARA NÓS, E DEU SEU FILHO UNIGÊNITO PARA TORNAR ESTA NOSSA VIDA POSSÍVEL. COM TODA ALEGRIA DEVEMOS OFERECER A ELE COMO SACRIFÍCIO VIVO E COLOCAR-NOS A SEU SERVIÇO.

SEJAMOS DIFERENTES E ANDEMOS COM DEUS.
DEUS PODERIA TER TOMADO NOÉ PARA SI E ACABADO COM O HOMEM E AI NÃO ESTARÍAMOS AQUI, MAS POR CAUSA DE SUA MISERICÓRDIA E AMOR NOS DEU UMA CHANCE POR INTERMÉDIO DE JESUS CRISTO. NÃO VAMOS DESPERDIÇAR ESTA OPORTUNIDADE . HÁ TEMPO DE ARREPENDER-MOS DE NOSSO PECADOS E VOLTAR-MOS A DEUS.
QUE DEUS ABENÇOE A TODOS. PENSE MUITO NISSO ..........

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

TRANSFERÊNCIA DE UNÇÃO MEDIANTE A HONRA


 Transferência de Unção mediante a Honra

Mateus 10.11-14,41,42 “E, em qualquer cidade ou povoado em que entrardes, indagai quem neles é digno; e aí ficai até vos retirardes. Ao entrardes na casa, saudai-a; se, com efeito, a casa for digna, venha sobre ela a vossa paz; se, porém, não o for, torne para vós outros a vossa paz. Se alguém não vos receber, nem ouvir as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés. Quem recebe um profeta, no caráter de profeta, receberá o galardão de profeta; quem recebe um justo, no caráter de justo, receberá o galardão de justo. E quem der a beber, ainda que seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, por ser este meu discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.”

Introdução: Jesus estava orientando os discípulos a visitarem aldeias e povoados levando a unção de Cristo, que estava transferida na vida deles. Porém Jesus deixou claro que a unção só poderia ser transferida se alguns princípios fossem seguidos.

I. Existe sete principais meios de transferência de unção:

1) Transferência por fim de ministério ou vida: Elias deixou a unção para Eliseu.
2) Transferência ainda em vida: Davi foi ungido enquanto Saul vivia. 1 Sm 16.1,2 –
3) Transferência partilhada a muitos: Moisés aos 70 – Nm 11.16,17 – RR Soares e os seus.
4) Transferência de unção modificada: Moisés (maravilhas) → Josué (guerreiro) Dt 34.9
5) Transferência da unção aperfeiçoada: Eliseu recebeu um upgrade da unção de Elias.
6) Transferência de unção em cascata: 1Tm 2.2 (Paulo → Timoteo → Homens fiéis e idôneos → Outros
- Idoneo em grego é hikanos (adequado!)

7) Reintrodução da unção de outros tempos: Elias → João Batista (Mateus 11.14)

II. Precisamos saber qual tipo de unção nos cabe: Mateus 9.17 “Nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho, e os odres se perdem. Mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam.”

Existe um tipo de vinho para cada tipo de odre:

- Curas e milagres
- Sinais e maravilhas
- Palavra revelada
- Adoração
- Visão aberta e ministério com anjos

III. Como receber a transferência de unção (seja qual for o tipo):

1) Tenha seu espírito compatível com esta unção: E, em qualquer cidade ou povoado em que entrardes, indagai quem neles é digno; e aí ficai até vos retirardes. Ao entrardes na casa, saudai-a; se, com efeito, a casa for digna, venha sobre ela a vossa paz.

2) Valorize e deseje ardentemente a unção: Se alguém não vos receber, nem ouvir as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudi o pó dos vossos pés. Jacó queria a unção

3) Respeite o profeta, como profeta: Quem recebe o profeta na qualidade de profeta, receberá o galardão do profeta. As vezes precisamos ter profetas externos para respeitar, desde que sua unção se adeque no ministério que servimos!


4) Honre o profeta com servidão: E quem der a beber, ainda que seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, por ser este meu discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão.

- Servir com os bens e com serviço;
- Moisés foi servo de Deus, mas Josué foi servo de Moisés (Josué 1.1)
- Eliseu lavava as mãos de Elias (2 Reis 3.11)
- Servo não é voluntário. É escravo de orelha furada.
- Os valentes de Davi compreenderam este princípio.

Quem rejeita a unção acaba se tornando leproso: 2 Reis 5.27 – Geazi estava perto da unção, mas a desprezou. A unção foi para Elizeu, e Geazi terminou leproso!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O GRANDE CONFLITO

O GRANDE CONFLITO





"Deus é amor. Todo aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele." (1 João 4:16) O lugar de habitação de Deus é caracterizado por Seu amor, e todo o que permanece nEle vive de maneira a glorificar o Seu caráter. Mas este é um grande mistério. Lúcifer, um ser angélico, que permanecia na presença de Deus, escolheu questionar o caráter amoroso de Deus. Pouco a pouco, ele passou a espalhar seu descontentamento entre outros anjos, provocando uma "guerra nos Céus. Miguel [Jesus] e Seus anjos lutaram contra o dragão [Lúcifer], e o dragão e seus anjos revidaram. Mas estes [o dragão e seus anjos] não foram suficientemente fortes, e perderam o seu lugar no Céu". Apoc. 12:7 e 8.
 

Deus e Sua criação perfeita – Gên. 1:31; Sal. 104:24 e 25
 

No Salmo 34:8, Davi nos convida a "provar" (experimentar) por nós mesmos este aspecto do caráter de Deus. No Salmo 145:7, ele descreve uma ocasião em que as pessoas vão celebrar essa bondade com alegres cânticos: "Comemorarão a Tua imensa bondade e celebrarão a Tua justiça".
 

O que se aplica à criação na Terra aplica-se a todo o Universo. Se Ele declarou a Terra muito "boa" e a criou sem qualquer inclinação para o mal, seguramente o Céu e seus habitantes refletem esses mesmos atributos.
 

Embora a origem do pecado seja um mistério, que características em particular ajudaram a trazê-lo à existência? Leia os versos seguintes:
 
Isa. 14:12-15 Gên. 2:16 e 17; Gen. 3:1-6
 

Deus pode forçar todas as criaturas do Universo a adorá-Lo; Ele pode forçar todas as criaturas do Universo a obedecer-Lhe; Ele pode forçar todas as criaturas a temê-Lo – mas Ele não pode forçar nem mesmo uma pessoa a amá-Lo. O amor, para ser amor, precisa ser livre. Qual é a relação entre o amor de Deus e a liberdade em sua vida? Como você usa, ou abusa, cada dia, dessa liberdade? Que princípios motivam suas ações? Faça também a si mesmo esta pergunta difícil: "O que você está fazendo com a liberdade que Deus lhe deu?"
 

De ungido a maligno – Ezequiel 28:12-17
 

O rei de Tiro era um rei ímpio e um monarca moralmente falido. Usando esse rei como uma metáfora, Ezequiel retrata o rei de todo o mal. Ezequiel 28:12-16 aponta para a queda de Lúcifer, de "querubim ungido" a adversário de Deus.
 

Antes de sua queda, este ser angelical é descrito como "o querubim cobridor" uma figura relacionada ao propiciatório no santuário. #Êxo. 25:8-22#; Êxodo 37:6-9; Heb. 8:5. Como a iniqüidade surgiu em um ser que ocupava uma posição tão elevada, um ser que foi criado "perfeito"?
 

A queda de Lúcifer mostra que nem posição eclesiástica nem poder são proteção segura contra o pecado. Essa segurança é encontrada somente quando temos relacionamento com Aquele que cria e sustém. Veja Apoc. 12:11. Assim, até um ser perfeito como Lúcifer precisava manter um relacionamento humilde e submisso com Seu Criador.
 

O pecado de Lúcifer – Isa. 14:12-15
 

Os livros de Isaías e Ezequiel foram endereçados aos governantes de Babilônia e de Tiro. Mas alguns detalhes nas duas profecias só podem ser verdadeiros se aplicados a alguém mais poderoso do que esses dois reis humanos. Podemos entender os detalhes das profecias quando entendemos a natureza dos escritos bíblicos. Assim como Deus estava por trás do trono de Davi, em Israel (Isa. 41:21; Efés. 3:15), Satanás estava por trás do trono desses monarcas pagãos. Assim como os reis de Israel deviam refletir as características de seu verdadeiro Rei, os reis de Tiro e de Babilônia exibiam as características da pessoa que os governava. Também, da mesma maneira como os salmos de Davi dão detalhes apontando para o Messias, que não se aplicam a Davi, também essas profecias detalham coisas que não são verdadeiras a respeito dos reis de Babilônia e de Tiro, mas referem-se, ao contrário, apenas a Lúcifer
 

O título aplicado a Lúcifer em Isaías 14:12 reflete a posição que ele tinha uma vez no Céu como líder dos anjos. Mas, sendo um ser criado, sua posição sempre seria inferior à de seu Criador, Cristo. João 1:1-3; Efés. 3:9; Heb. 1:2. Lúcifer não quis reconhecer este fato. Não importa quanto Deus tenha dado a Lúcifer, obviamente não foi suficiente. Ele queria mais. E era um ser que desde o começo foi criado perfeito! Que advertência a queda de Lúcifer deve ter sobre nós – pecadores, egoístas e defeituosos desde o começo – sobre o perigo da exaltação própria, do orgulho e da cobiça, especialmente quando surgem de modo muito sutil?
 

As sinistras intenções de Lúcifer – Isa. 14:13 e 14
As reivindicações de Lúcifer começaram no coração – isto é, na mente. Deus criou a mente como a sede de todas as emoções, decisões e ações. Uma mente cheia dos pensamentos de Deus e de Sua vontade servirá como proteção contra o pecado. Mas Lúcifer encheu a mente com pensamentos de rebelião e de orgulho. 

A maior pretensão de Lúcifer foi a de que poderia apoderar-se da soberania que Cristo tinha sobre todos os outros tronos criados. Sua pretensão não era só falsa, mas era uma rebelião direta contra a lei básica da ordem criada: só o Criador pode ser soberano.
 

Qual é o problema desta presunção de Lúcifer? O problema é o sentido em que ele queria ser igual a Deus. Lúcifer desejou o poder, a posição, a autoridade e a glória de Deus; não o Seu amor, Sua benevolência, Sua misericórdia.
 

A rebelião de Lúcifer não começou como revolta totalmente desenvolvida; isso raramente acontece. Começa pequena, despercebida, um pouco de dúvida aqui, um pouco de cobiça ou inveja em outro lugar. Logo tudo isso se soma, tornando-se uma coisa que nunca havíamos imaginado. A menos que guardemos nossa mente com a Palavra de Deus e nos dediquemos diariamente a Ele, a revolta nunca estará longe.
 

Satanás expulso do Céu – Apoc. 12
 

Apocalipse 12 oferece uma dramática visão do grande conflito entre Cristo e Satanás. Dado em três cenas importantes, que não estão em ordem cronológica, o capítulo provê o fundo básico de um conflito que envolve a todos nós (ninguém é neutro nesta guerra).
 

Os versos 1-6 relatam o ataque de Satanás sobre a Terra, primeiro contra o menino Jesus, e então contra a igreja de Cristo, que tem que fugir para o deserto por "mil duzentos e sessenta dias".
 

Os versos 7-12 destacam a guerra original no Céu, quando Satanás rebelou-se pela primeira vez, e, com seus anjos caídos, lutou contra Cristo, uma batalha que ele perdeu.
 

Os versos 13-17 destacam novamente a Terra, onde Satanás, expulso do Céu, continua sua guerra contra Cristo (a quem ele foi incapaz de derrotar), atacando a igreja de Cristo, o melhor que poderia fazer, depois de atacar o próprio Cristo.
 

O grande conflito é um estudo de contrastes: o caráter de Satanás, que busca o orgulho e a glorificação própria, em contraposição ao caráter amoroso e desinteressado de Cristo. Provérbios 6:16-19 nos dá um retrato de um deles. Filipenses 2:5-8 retrata o outro.
 

"A rebelião de Satanás deveria ser uma lição para o Universo, durante todas as eras vindouras – perpétuo testemunho da natureza do pecado e de seus terríveis resultados. A atuação do governo de Satanás, seus efeitos tanto sobre os homens como sobre os anjos, mostrariam qual seria o fruto de se pôr de parte a autoridade divina. Testificariam que, ligado à existência do governo de Deus, está o bem-estar de todas as criaturas que Ele fez. Assim, a história desta terrível experiência com a rebelião seria uma salvaguarda perpétua para todos os seres santos, para impedir que fossem enganados quanto à natureza da transgressão, para salvá-los de cometer pecado, e de sofrerem sua pena." – Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, págs. 42 e 43.
 

Embora o grande conflito ainda esteja ativo nos níveis global e pessoal, não devemos nos desesperar. "Deus é amor", "o Seu amor dura para sempre" (1 João 4:16; Sal. 107:1), e Seu amor derrotou o inimigo em nosso favor.